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60 Anos de História

HISTÓRIA

  • Origem do nome Marau:

    De um Caboclo Dócil ou de um Índio Bravo?
    Pesquisadores de várias épocas apresentaram diferentes versões para a origem e o significado da palavra MARAU, a você leitor cabe tirar as conclusões. Quanto mais próximos chegarmos à realidade dos fatos, tanto melhor para a história.
    Contam que por essas bandas residia a família de um caboclo denominado Antonio Amaral, alguns acreditam que com a chegada dos imigrantes europeus – 1875 , e o inevitável ajuste de sotaque a palavra MARAU nasceu da deturpação da pronúncia AMARAL para MARAL e consequentemente MARAU, conforme costume brasileiro de trocar o “L” no final das palavras pela letra “U”.
    Entretanto, outra frente acredita na versão de uma tribo de índios coroados cuja procedência tupi-guarani define MARAU como “Rio de Batalha”, esta suposta tribo seria chefiada por um índio que, morto às margens de águas, teria dado origem ao nome do Rio e posteriormente ao povoado que se fundou em suas margens.
    Nos dicionários a palavra MARAU recebe a classificação de substantivo masculino derivado do francês MARAUD, onomatopaico de gato, com sentido de finório, espertalhão. Marau integrou o município de Passo Fundo de 1857 até 18 de dezembro de 1954, quando se emancipou. Entretanto festeja-se o dia do município em 28 de fevereiro de 1955, data em que ocorreu a instalação oficial do novo município.


    A saga dos pioneiros

    A colonização ganhou força a partir de 1912, com a criação da “Colônia de Marau”, que abriu o mercado de terras públicas para pequenos proprietários. Os colonizadores transformaram densas matas em lavouras férteis e o esparso povoamento de caboclos em comunidades italianas de forte espírito gregário. Por muitos anos o cincerro guiou tropas de muares transportando colheitas abundantes em troca de sal, café, roupas, calçados e querosene. A madeira excedente era levada a Passo Fundo e por via férrea, para o resto do país, esses foram os primeiros movimentos rumo ao desenvolvimento de Marau.
    Em 1923, instalava-se aquela que seria uma grande força propulsora do município, o Frigorífico Borella e Cia LTDA, afamado país afora pela qualidade de seus produtos. Em 1934 os freis Capuchinhos assumiram a assistência espiritual dos marauenses e em 1942 inaugurava-se a Igreja Matriz Cristo Redentor, que continua recebendo fiéis até os dias atuais, substituindo uma construção de madeira existente no mesmo lugar. Na década de 70, a instalação de agências bancárias, o cooperativismo agrícola e a mecanização da lavoura, conduziram Marau para novos patamares. A expansão da suinocultura e avicultura substituiu o perfil essencialmente agrícola no município, por uma vocação industrial de nossa economia, seguiram-se indústrias metal-mecânicas, couros e de construção civil, que vieram a confirmar essa tendência. Associado ao espírito empreendedor de seus filhos, Marau seguiu firme e forte rumo ao futuro. Apesar das mudanças registradas ao longo desses sessenta anos, MARAU mantém seu secular espírito gregário e suas marcas essenciais de trabalho, fé e de alegria. Plebiscito de 20 de dezembro de 1953
    Através de Lei que regulamentava a formação de novos municípios, fixaram-se os limites da área de 1055 km², desmembrados de Passo Fundo e Guaporé que através de plebiscito foi votado e aprovado. Iniciou-se então o tramite burocrático para oficializar tal decisão.


    LEI DA EMANCIPAÇÃO:
    GOVERNO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
    DIÁRIO OFICIAL Nº 54
    DE 18 DE DEZEMBRO DE 1954

    LEI Nº 2.550 DE 18 DE DEZEMBRO DE 1954
    Cria o município de MARAU
    ERNESTO DORNELLES, Governador do Estado do Rio Grande do Sul. Faço saber em cumprimento ao disposto nos artigos 87, Inciso II, e 88, Inciso I da Constituição do Estado, que a Assembleia Legislativa decretou e eu sanciono e promulgo a LEI seguinte:
    Art. 1º - É criado o Município de MARAU, com sede na localidade de mesmo nome, constituído do atual distrito de Marau, parte dos distritos de Ametista e Ernestina e parte do primeiro distrito, todos de Passo Fundo, distrito de Maria e parte de distrito de Montauri, ambos do município de Guaporé, e cuja instalação far-se-á no dia vinte e oito de fevereiro de 1955.
    Art. 2º - O território do município tem as seguintes divisas: Da confluência do Rio Povinho com o Rio Jacuí, sobe por este até a foz do arroio denominado Passo do Chinelo, por este, águas acima até encontrar a Rodovia Estadual que liga Passo Fundo a Marau, por esta em direção sul, até encontrar o Arroio Burro Preto, por este, águas abaixo, até a sua foz no Rio Capinguí, daí por linha seca e reta, tangenciando o imóvel do Município de Passo Fundo, onde se acham instaladas as usinas hidroelétricas, até encontrar a rodovia municipal da Sede Independência a São Caetano, por esta em direção norte, até encontrar a rodovia estadual Passo Fundo – Marau; por esta até encontrar a ponte sobre o Rio Capinguí, por estas águas acima, até a foz do Rio Ingatu (Ex Rio Branco), por este rio acima até suas nascentes, daí por linha seca e reta até a confluência do Arroio Biloca com a sanga mais próxima, à sombra do mato, deste ponto, por linha seca e reta até as nascentes do Arroio Mortandade, daí por nova linha reta e seca até alcançar o Rio Coatipi, na confluência deste até o Arroio Bonito, daí segue por este, águas acima até sua nascente, daí por linha seca e reta até a nascente do Rio Gramado, por estas águas abaixo, até sua confluência com o Arroio Jordãozinho, onde se forma o Arroio Jordão, por estas águas abaixo, até a foz do Arroio Cicaba, por este, águas acima até o ponto em que é alcançado pela linha divisória dos lotes números 110 e 109 da Linha Dr. Montauri, daí por linha seca e reta, passando pelas linhas divisórias dos lotes 110 e 108, 109 e 107 da Linha Dr. Montauri, 94 e 92, 93 e 91, da Linha São Luiz, 93 e 94 e 93 e 91 da Linha Duque de Caxias, encontra a linha divisória dos lotes número 94 e 92 da Linha General Osório, na divisa do Distrito de Montauri, daí, por nova linha seca e reta, passando pela linha divisória dos Lotes números 940 e 92, 93 e 91, na Linha General Osório e 94 e 92 da Linha Carlos Gomes, até alcançar o Lajeado Lambedor, por estas águas abaixo, até sua foz no Rio Guaporé, por este, águas acima, até a foz do Rio Camargo, por este, águas acima, até a foz do Rio Roberto, por este, águas acima, até suas nascentes, daí, por linha seca e reta, até a nascente do Arroio Revelador, por este, águas abaixo até sua foz no Rio Povinho, e por estas águas abaixo, até sua foz no Rio Jacuí.
    Art. 3º - A Câmara Municipal para o primeiro período legislativo será composta de (7 membros) e findará seu mandato a 31 de dezembro de 1955.
    Art. 4º - O Mandato do primeiro prefeito e vice – prefeito terminará a 31 de dezembro de 1959
    Art. 5º - Revogadas as disposições em contrário, esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação.

    PALACIO DO GOVERNO, em Porto Alegre, 18 de dezembro de 1954.
    ERNESTO DORNELLES GOVERNADOR DO ESTADO

    Teobaldo Neumann – Secretário do Interior e Justiça
    Leonel Brizola – Secretário da Fazenda Substituto
    Leonel Brizola – Secretário de Obras Públicas
    Bento Pires Dias – Secretario da Agricultura, Indústria e Comércio.
    José Mariano Beck – Secretário de Educação e Cultura



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    18/08 24° 10° Sol com algumas nuvens. Não chove.
    19/08 22° 13° Sol com muitas nuvens durante o dia. Períodos de nublado, com chuva a qualquer hora.
    20/08 16° 10° Chuvoso durante o dia e a noite
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